quinta-feira, 9 de julho de 2015

alentejo

Uns dias de sol e praia na costa alentejana entre estrelas do mar e polvos (gigantes!).
 









quarta-feira, 24 de junho de 2015

parece impossível até ser feito

Este sofá esventrado veio de casa da avó (ainda bem composto, com cobertura em imitação de pele, encarnada). Deitei logo mãos ao trabalho com grande entusiasmo, daí a fotografia já não mostrar o original. O potencial era enorme, a estrutura de madeira estava em boas condições, só o estofo teria que ser renovado. Parecia tarefa fácil. Mas havia sempre algum impedimento para acabar a obra. O estofo novo estava difícil de encontrar, assim como um tecido que tivesse alguma qualidade mas que não custasse um balúrdio - até porque tinha receio de estar a deitar dinheiro fora, caso o resultado não fosse aceitável. E assim foi ficando este elefante no meio da cave. Ficou por lá dois anos, até já não poder ouvir mais o meu marido reclamar a falta de espaço.
Mostrei-o a várias pessoas e todas torceram o nariz, "pois, talvez não valha a pena o esforço", diziam. Eu própria comecei a duvidar, mas depois lembrei-me da velha máxima: parece impossível até ser feito. Três dias a martelar e dei a obra por acabada. Já está feito há algum tempo. Só o revelo agora porque só agora encontrei a fotografia do "antes".



terça-feira, 23 de junho de 2015

simple

Um passeio matinal forçado levou-me por estradas de terra batida. No caminho encontrei um burro solitário, um rebanho ainda meio adormecido e muitos oregãos. Comecei bem o dia. Como li algures numa das citações que coloquei no meu pinterest there's nothing wrong in living a simple life




quarta-feira, 17 de junho de 2015

ainda os abelharucos

Escondida atrás de um arbusto consegui captar em filme a azáfama dos abelharucos para dar alimento às crias. Todas as manhãs é assim, revezam-se, pai e mãe, de abelha no bico. Em breve os pequenos já se aventuram até à entrada do ninho, por enquanto continuam lá no fundo, bem protegidos e alimentados.  

video

domingo, 14 de junho de 2015

em mafra

Este ano o encerramento do ano lectivo foi celebrado de forma diferente. A escola organizou uma visita de estudo com pais e filhos. No itinerário estava o Palácio Nacional de Mafra, onde não ia desde a minha infância, foi muito bom voltar a ver a sumptuosidade dos aposentos de D. João VI, o único rei que lá fez residência. 
 












segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pirilampo, vaga-lume ou luze-cu


Há fenómenos na natureza difíceis de entender ou, pelo menos, difíceis de explicar a um miúdo de oito anos. Porque é que a lua também aparece de dia? Porque é que o céu fica cor-de-rosa ao final da tarde? Há mesmo um pote com ouro no final do arco-íris? E uma mãe desdobra-se em explicações, umas com base empírica, outras com base científica e com recurso à preciosa ajuda da internet ou de livros empoeirados esquecidos nas prateleiras da sala.
Com a chegada das noites amenas de Primavera chegam também os pirilampos ao nosso quintal. Todas as noites piscam num frenesim que parece reflectir na terra um céu estrelado. As perguntas não se fizeram esperar. Porque é que eles vêm para aqui? Porque dão luz? Para que dão luz? O que comem? Porque é que se chamam pirilampos? Quando é que se vão embora? E, se juntássemos muitos num frasco podíamos substituir uma lâmpada?
Tentei responder-lhe na mesma ordem. Vêm para aqui porque não há poluição e eles gostam de lugares assim, sem luzes por perto e com muita vegetação. A luz que dão resulta de uma reacção química na qual uma substância, denominada luciferina, é transformada por acção da enzima luciferase. É uma reacção tão perfeita que quase não envolve produção de calor, praticamente toda a energia é transformada em luz. Os mais novos usam a luz como protecção, para avisar os predadores que têm substâncias químicas nocivas. Nos adultos a luz é usada para atrair parceiros ou presas. Comem outras espécies de pirilampos, caracóis e vermes. Chamam-se pirilampos mas também são conhecidos como vaga-lume ou luze-cu, o nome científico é lampyris noctiluca e a palavra lampyra, de origem grega, significa portador de lanterna. Nunca se vão embora, mas só os podemos ver entre Maio e Setembro. Depois de acasalarem as fêmeas depositam os ovos na terra ou na vegetação. Eclodem poucos dias depois e assim surgem as larvas que ficam escondidas no solo durante o Inverno e saem na Primavera seguinte. Quanto à última questão... Hum, talvez sim, mas não íamos fazer isso aos bichos pois não? Pergunto eu desta vez. Responde com um sorriso e um sonoro CLARO QUE NÃO! Era só curiosidade.